lifebalance-internonotexto Recebi de uma amiga e achei legal compartilhar.. tem muito a ver com o que falo aqui no blog..

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

      

via Alexandre Sena » Blog do Sena by Alexandre Sena on 10/29/08

Em comemoração ao Dia Nacional do Livro, convido os bibliófilos de plantão a darem uma passadinha no site Domínio Público, mantido pelo Governo Federal, que dispõe de um vasto acervo de obras literárias, artísticas e científicas. Dentre elas, a coleção completa das obras de Machado de Assis, falecido há cem anos.

Seguindo o meme proposto pelo Joildo Santos, listo aqui três livros que me marcaram bastante:

1- Crime e Castigo, de Dostoiévski – em especial pela dureza da narrativa, mesclando o remorso do protagonista Raskólnikov com suas tentativas de justificar com fatos da História o crime que cometeu.
2- O Processo, de Kafka – a narrativa marcada por períodos justapostos e a descrição areada e sufocante dos ambientes, combinadas, formam uma espiral polissêmica contínua e ininterrupta na mente do leitor.
3- Dom Casmurro, de Machado de Assis – a eterna dúvida sobre a traição de Capitu, se fato consumado ou desvairio mental de Bentinho, até hoje é um dos maiores mistérios da literatura mundial.

Como escrevi o post meio tardiamente, acho que não dá tempo de repassar o meme a outros blogueiros. Mas quem quiser fazer sua listinha de livros marcantes, sinta-se à vontade para publicá-la e incluir o link nos comentários deste post.

via Bolhinhas da Lian by Lian Tai on 11/9/08

Para mim, o grande equívoco da natureza é a maldita alergia. Existe armadilha maior do que ter um corpo que reage negativamente a coisas deliciosas e encantadoras? Graças a deus, não tenho restrições a nenhum alimento. Mas tenho muita alergia de cães e gatos. E os adoro. Tenho um desejo irresistível de me aproximar, pegar, brincar, fazer carinho. Mas as consequências são infernais: sentir a garganta arranhando, espirrar, ficar empolada e com coceira, ter o olho irritado. Isso tem me feito pensar duas vezes antes de me aproximar de um bicho. Ao passear em shoppings, não entro mais nos pet shops. Mas, quando aquele gatinho se aproxima manhoso se esfregando todo em mim, não resisto. Abraço, aperto, me esfrego.
Mas ultimamente tenho pensado que esse grande mal, a alergia, retrata muito bem as alegrias, em especial o amor. Pois o amor é tão ambíguo quanto. Existe a parte irresistível, deliciosa, infinitamente doce. Mas não existe amor sem o depósito de uma grande energia, aquilo que damos de nós e que nos é sacrificante, dolorido. Para que o amor se efetive, damos algo de visceral. O ronronar, mas o espirro. Tudo junto. E é assim que se ama. Mas enfrentamos as consequências. Aceitamos espirrar, coçar, empolar, porque sabemos que vale a pena.

via Blog do Lisandro Nogueira by Lisandro Nogueira on 11/10/08
Se meu mundo cair

Se meu mundo cair, então caia devagar
Não que eu queira assistir sem saber evitar

Cai por cima de mim quem vai se machucar
Ou surfar sobre a dor até o fim

Cola em mim até ouvir coração no coração
O umbigo tem frio e arrepio de sentir o que fica pra trás


Até perder o chão ter o mundo na mão
Sem ter mais onde se segurar
Se meu mundo cair
Eu que aprenda a levitar
* foto: photobucket.com

via Sobre Algumas Histórias by Rodrigo Alves on 11/2/08
Sentado, escrevendo, posso mudar o mundo. Sempre lutei por essa convicção.

Mas às vezes, alguns fatos bambeiam essa credulidade. Há algumas semanas, por exemplo, quando estava na editoria de Política, presenciei, horrorizado, a irresponsabilidade de alguns que se dizem jornalistas.

Havia chegado à redação a informação de que uma TV (concorrente) noticiou que um professor do Cefet em Goiânia gastara mais de R$10mil em um só mês com cartão corporativo, baseada apenas na informação de uma fonte oficial e um site de transparência (a informação realmente está lá, infelizmente mal detalhada, descobriria eu mais tarde).

Fomos checar, claro. Fazendo o básico do jornalismo responsável e descobri uma grosseira barriga da TV – o que no jargão jornalístico significa dar uma informação errada ou inexistente. Perdi uma tarde inteira de trabalho. No entanto valeu a pena: não repetiríamos o erro de ir somente pela fonte oficial, que deveria zelar pela verdade e pelo cuidado no que afirma, de acordo com o cargo que ocupa.

Diferente da TV fui mais embaixo no buraco e parti para uma apuração no lugar mais óbvio: o próprio Cefet. Sem muito esforço, tive acesso aos comprovantes que o professor anexara para justificar os gastos. Tratava-se de pagamentos de visitas técnicas com mais de cem alunos dos cursos de Hotelaria e Turismo naquele mês. O programa das disciplinas timbrado, a que também tive acesso, dava a prova final de que tudo aquilo fazia parte dos gastos normais do curso.

Terminei o dia arrasado: constatara, outra vez, que no afã do sensacionalismo, na vã ilusão de dar um furo ou simplesmente fazer barulho em troca de audiência, alguns que se dizem jornalistas fazem na verdade pseudo-jornalismo.

O contrapeso, felizmente, veio quando terminei de ler Coração Valoroso, testemunhou visceral de Mariane Pearl, auxiliada na escrita por Sarah Crichton. A obra conta, por dentro dos bastidores, a história do assassinato em 2002 do jornalista Daniel Pearl, repórter do Wall Street Journal, marido de Mariane, que mesmo debaixo do perigo não perdeu a convicção de que jornalismo de verdade é possível.

O fato ganhou destaque na mídia internacional. Para que não se lembra, tentado fazer seu trabalho, Daniel foi fisgado por uma cilada de terroristas ligados à organização Al Qaeda e morto por ser americano e judeu. Há muito ele reportava sobre os conflitos mundiais no pós-11 de setembro e deu grandes contribuições para que pessoas comuns, como eu e você, entendessem do que se tratava aquilo tudo.

Honesto com quem realmente interessa, seus leitores, Pearl foi traído pelo destino. Circulando por caminhos que o poderiam levar a risco de morte, foi em frente até as últimas conseqüências. Por conta de uma inocente credulidade nos seres humanos, caiu em uma armadilha do ódio e morreu a serviço de seus leitores.

O livro, infelizmente, recebeu uma descuidada versão em português na Editora Objetiva e não é um primor literário, apesar das lições valorosas. A quem interessar, foi filmado para o cinema em O Preço da Coragem, com Angelina Jolie no papel de Mariane. Mas vale a pena ser conferido especialmente por quem às vezes começa a perder as esperanças, como acontece comigo vez ou outra.

via Mercado Binário by Raphael Lacerda on 11/4/08
Autor desconhecido

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana
Cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes
que possuímos, presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está
adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de
nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

via Aventurações by Eduardo Sartorato on 11/5/08
Bonito (MS) - Há alguma coisa neste Estado que me fascina. Algo que não encontro em Goiânia, ou em outra parte de Goiás. Acredito que seja, na verdade, um conjunto de fatores que se juntam e criam parte da cultura daqui.

Eu nasci e morei a maior parte da minha vida na capital do meu Estado, mas semprei me senti atraído por culturas externas. A proximidade que esta cidade tem de outros países é algo que me deixa impressionado. Seja na Bolívia, onde a linha de fronteira política também é cultural - um passo dentro do país vizinho e tudo muda - seja no Paraguai, onde você começa a conversar com as pessoas em portunhol e, quase sempre, testemunha comentários paralelos em Guarany, a língua indígena local.

O turismo internacionalmente conhecido de Bonito e do Pantanal também atrai muitas pessoas de fora. Estes são majoritariamente gringos (estadunidenses, europeus ou asiáticos). É só chegar em Campo Grande que você começa a ouvir pessoas de todos os lados tentando se comunicar em gringoglês (mistura de inglês e português). Estes, quase sempre, embarcam em um ônibus com destino a Corumbá.

Aqui também tem uma cultura rural muito maior que em Goiás. Olha que eu imaginei que isto não fosse possível. Enquanto a 'modernidade' já adentrou bastante nas terras goianas, por aqui as coisas ainda são muito ligadas a terra. Parece o meu Estado há algumas décadas.

Ah, sim, nem preciso falar que tudo aqui é longe. As principais cidades do Estado (Dourados, Campo Grande e Corumbá) ficam a 300km. Ou seja, em um raio de 300km não tem nada. Percorrer mais de 100km sem nenhuma cidade ou vila também é super comum por aqui. Costumo dizer que 40km de Goiás equivale a 120km de MS.

via Eu preciso te contar! by Fabíola Ariadne on 11/4/08
Isso mesmo caros leitores. O Ministério da Agricultura, no diário oficial nº.212, do dia 31 de outubro de 2008, através da instrução normativa nº55, melhorou de forma imensurável a vida dos brasileiros. Fome? Crise mundial de alimentos? Devastação das reservas florestais para produção de pastos? Não! Para que esquentar a cabeça com essas coisas inúteis? O lance é encontrar as medidas perfeitas

via Blog do Lisandro Nogueira by Lisandro Nogueira on 11/6/08
Lobão afirma (acessar aqui) que Chico Buarque é parnasiano e chato.

Lisandro Nogueira

Lobão e Nelson Mota (outro chato) foram à feira literária de Ouro Preto e bateram em Chico Buarque .

Eu acho o Chico Buarque um horror, um equívoco, um chato, um parnasiano. O Olavo Bilac é muito mais moderno que ele. Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia".

Lobão sempre dá uma bola fora. Há algum tempo criticou duramente as gravadoras e fez a apologia da música independente. No outro dia, gravou seu acústico com uma multinacional do disco.


Dando continuidade à conversa, aqui no blog, sobre conteúdo e forma, a afirmação de Lobão vem a calhar: Chico Buarque é infinitamente melhor músico e letrista que Lobão. A forma e o conteúdo da obra de Buarque fazem-na bem superior à obra do roqueiro infanto-adulto. O Lobo é engraçado, fanfarrão, faz músicas interessantes e é um popstar inteligente. Mas fala bobagem junto com Nelson Mota. A geração de Chico e Caetano não tem de provar mais nada. E bater nessa geração, com o objetivo de ganhar a atenção da mídia e da juventude, é perda de tempo.

Contudo, vamos dar um desconto para Lobão. O tutor dele na inconclusa adolescência foi o Nelson Mota. A boa irreverência do Lobo poderia enriquecer e valorizar muito sua música. Mas a música dele é limitada. Ele bem que podia ver o filme sobre Bob Dylan (Dylan fala de Nat King Cole com carinho). Bater na geração anterior soa como infantilismo, se não como falta de talento.